SéculoXX a.CV a.CIII a.CII a.CI a.C- a.C -IV d.CIV d.CIX d.CXIV d.CXIV d.CXV d.CXVII d.CXVIII d.CXVIII d.CXX d.CXX d.C
Idiomas Epanhol Inglês Português
História da Tradução no Brasil e no Mundo / Língua de Sinais / Libras

História da Tradução

no Brasil e no mundo | Língua de Sinais | Libras

História da Tradução

2046 e 2037 a.C.
560 a.C.

 Torre de Babel 

Mesopotâmia (Iraque e Kwait)

Descendentes de Noé

Torre de Babel

Construída pelos homens na época em que o mundo inteiro falava apenas uma língua e que queriam fazer da torre tão alta para alcançar os Deuses A história da Torre de Babel, encontrada em Gênesis 11:1-9, narra que após o Dilúvio, a humanidade, que falava uma única língua, decidiu construir uma torre que alcançasse o céu, como símbolo de sua unidade e grandeza. Deus, percebendo que nada seria impossível para eles enquanto estivessem unidos, confundiu suas línguas, fazendo com que não se entendessem mais. Isso resultou na dispersão dos povos por toda a terra e na interrupção da construção. A cidade foi chamada de Babel, que significa "confusão". Esta história simboliza a origem das diferentes línguas e culturas e é uma lição sobre a humildade diante de Deus.

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História da Tradução

II milênio a.C.

 Tradução de correspondências oficiais 

Ásia Menor

Babilônios e hititas

Tradução de correspondências oficiais

Os chamados targumim foram, provavelmente, as primeiras traduções críticas do mundo, ou seja, traduções para as quais estudos críticos foram compilados, a fim de se estudar a “fidelidade” e a “recepção” do texto traduzido. Os targumim eram traduções para o aramaico (língua vernácula dos judeus nos séculos posteriores ao IV a.E.C.) dos Escritos Sagrados, do Cânone Judaico (escritos originalmente em hebraico). O ideal tradutório dos tradutores dos targumim era ser o mais “fiel” possível ao texto original, não importando se o texto de chegada não obedecesse a sintaxe e a pragmática da língua-alvo. No contexto da tradução de correspondências oficiais, especialmente em civilizações antigas como as da Ásia Menor, incluindo os babilônios e hititas, a tradução desempenhava um papel crucial na diplomacia e administração. A comunicação entre diferentes povos e línguas exigia tradutores que não apenas compreendessem as nuances linguísticas, mas também as culturais e contextuais. As traduções precisavam ser precisas para evitar mal-entendidos que poderiam levar a conflitos ou má administração. A prática de tradução de correspondências oficiais reflete uma longa tradição de busca por fidelidade e precisão, onde o tradutor atua como mediador cultural. Assim como os targumim buscavam uma fidelidade ao texto sagrado, os tradutores de correspondências oficiais se esforçavam para manter a integridade e a intenção das mensagens originais, garantindo que a comunicação fosse clara e eficaz entre as diferentes culturas e administrações.

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História da Educação para Surdos

470 - 390 a.C.

 Sócrates 

Sócrates

Usar o corpo para dar significados A história da educação para surdos remonta à Grécia Antiga, onde figuras filosóficas como Sócrates (470-390 a.C.) começaram a explorar as maneiras pelas quais os indivíduos podiam comunicar-se sem o uso da fala. Sócrates, em seus diálogos, frequentemente utilizava a expressão corporal e a linguagem gestual como meios de comunicação e ensino. Ele reconhecia que o corpo poderia ser uma ferramenta poderosa para transmitir significados, especialmente quando as palavras falhavam ou eram inadequadas. Neste contexto, a abordagem socrática antecipa práticas modernas na educação de surdos, onde a linguagem de sinais e outras formas de comunicação visual são essenciais. Sócrates valorizava o uso do corpo para expressar ideias e emoções, um princípio fundamental que ressoa nas metodologias educacionais contemporâneas para surdos, onde a linguagem de sinais é utilizada para promover a compreensão e a interação. A educação para surdos evoluiu significativamente desde então, mas os princípios de usar o corpo e os gestos para criar significado permanecem centrais. A filosofia socrática de comunicação não-verbal contribuiu para o reconhecimento da capacidade dos surdos de aprender e se comunicar eficazmente através de métodos visuais, destacando a importância de uma abordagem inclusiva e adaptativa na educação.

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História da Educação para Surdos

384 - 322 a.C.

 Aristóteles 

Aristóteles

Pensamento adquirido por meio da audição e/ou fala. Um ser sem pensamento . Aristóteles (384-322 a.C.) acreditava que o pensamento era adquirido principalmente por meio da audição e da fala. Ele considerava que aqueles que não podiam ouvir nem falar tinham dificuldades em desenvolver plenamente o pensamento. Essa visão influenciou negativamente a educação para surdos por séculos, subestimando suas capacidades cognitivas e comunicativas.

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História da Tradução

Séculos III a.C. I a.C.

 Septuaginta 

Alexandria

Hebraico x grego

Septuaginta

Primeira grande tradução conhecida em nossa cultura. A Septuaginta, produzida em Alexandria entre os séculos III a.C. e I a.C., foi a primeira grande tradução dos textos sagrados hebraicos para o grego. Essa obra marcou um marco importante na história da tradução, facilitando o acesso dos textos judaicos ao mundo helenístico e influenciando a cultura ocidental.

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Histórico das Teorias de Tradução

300 a.C.

 Targumim 

A tradução literal

Targumim

Os chamados targumim foram, provavelmente, as primeiras traduções críticas do mundo, ou seja, traduções para as quais estudos críticos foram compilados, a fim de se estudar a “fidelidade” e a “recepção” do texto traduzido. Os targumim eram traduções para o aramaico (língua vernácula dos judeus nos séculos posteriores ao IV a.E.C.) dos Escritos Sagrados, do Cânone Judaico (escritos originalmente em hebraico). O ideal tradutório dos tradutores dos targumim era ser o mais “fiel” possível ao texto original, não importando se o texto de chegada não obedecesse a sintaxe e a pragmática da língua-alvo.

Histórico das Teorias de Tradução


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História da Tradução

240 a.C.

 Odisséia 

Grécia

Lívio Andrônico

Odisséia

Tradução do grego ao latim. Primeiro tradutor europeu. Em 240 a.C., Lívio Andrônico traduziu a Odisséia do grego para o latim, tornando-se o primeiro tradutor europeu. Este trabalho seminal permitiu que a literatura grega fosse acessível ao mundo romano, estabelecendo uma base para a tradução literária na cultura ocidental.

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Histórico das Teorias de Tradução

106-8 a.C.

 De optimo genere oratorum, Ars Poética 

Cícero & Horácio

De optimo genere oratorum, Ars Poética

Em seus escritos sobre a interpretação, a oratória e a poética, Cícero e Horácio quebram com a tradição de “fidelidade” da tradução, preferindo que o texto traduzido soasse natural e fluido. O “sentido completo” do texto original, portanto, ficaria em segundo plano.. Essa abordagem inovadora influenciou a tradução literária ao longo dos séculos, promovendo a ideia de que a tradução deve capturar o espírito e a elegância do texto original, ao invés de seguir estritamente sua forma literal. Isso marcou uma mudança significativa na teoria e prática da tradução, enfatizando a importância do estilo e da clareza na comunicação das ideias do autor.

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História da Tradução

46 a.C.

 Primeira reflexão sobre a arte e a tarefa de traduzir 

República Romana

Marco Túlio Cícero

Primeira reflexão sobre a arte e a tarefa de traduzir

Segundo a interpretação de G. Mounin, o grande problema teórico que dominará a tradução por dois mil anos: devesse ser fiel às palavras do texto ou ao pensamento contido nele?. Cícero, em seus escritos, argumentava a favor de uma tradução que capturasse o espírito e o sentido do texto original, mesmo que isso significasse afastar-se da tradução literal das palavras. Ele acreditava que a tradução deveria preservar a força e a eloquência do discurso original, adaptando-o para soar natural na língua de destino. Essa reflexão inicial de Cícero sobre a tradução lançou as bases para debates futuros sobre a "fidelidade" e a "liberdade" na tradução, influenciando profundamente as práticas e teorias de tradução subsequentes.

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História da Tradução

395

 Ad Pammachium (Ep. 57) 

Estridão - Roma

São Jerônimo

Ad Pammachium (Ep. 57)

O testemunho de São Jerônimo, em sua epístola Ad Pammachium de optimo genere interpretandi, “confirma que o conuertere ou uertere de Cícero não era ‘traduzir’, mas, ‘parafrasear’, ‘refundir’ ou ‘adaptar’. Jerônimo argumenta que a tradução deve capturar o significado e a intenção do original, adaptando o texto para que faça sentido na língua de destino. Essa abordagem reforça a ideia de que a tradução não deve ser uma mera transposição palavra por palavra, mas sim uma adaptação cuidadosa que preserve o espírito e a mensagem do texto original. A visão de Jerônimo foi fundamental para o desenvolvimento da teoria da tradução, destacando a importância da interpretação e adaptação no processo tradutório, influenciando práticas futuras na tradução literária e bíblica.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Surdos vistos como anormais 

Surdos vistos como anormais

Pessoas enfeitiçadas ou castigadas pelos deuses sofriam preconceitos não tinham direitos. Não possuiam pensamento nem linguagem; Recuperação (dar fala a eles); Não podiam casar nem herdar os bens da família; Eram percebidos com piedade e compaixão;. A visão de que surdos não possuíam linguagem ou pensamento influenciou negativamente sua inclusão social e o desenvolvimento de métodos de educação, refletindo um profundo mal-entendido sobre suas capacidades.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Os surdos no Egito 

Os surdos no Egito

Os surdos eram adorados como deuses. Os egípcios acreditavam que os surdos transmitiam mensagens secretas dos deuses ao Faraó, que sua vez as transmitia ao povo. Assim, os surdos serviam de mediadores entre os deuses e os Faraós.. Esta reverência e respeito contrastam fortemente com outras culturas da Antiguidade, onde os surdos eram frequentemente marginalizados. A visão dos egípcios destacava a importância de interpretação e comunicação, atribuindo um papel sagrado aos surdos como tradutores divinos. Essa perspectiva única sublinha a diversidade nas abordagens culturais à surdez e à tradução, reconhecendo a capacidade dos surdos de comunicar significados profundos e espirituais.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Os surdos na Palestina 

Os surdos na Palestina

Em 1000 a. C. surgem as principais referências aos surdos na História judicial, com a Lei Hebraica (Talmude), distinguindo: *Os que são surdos e mudos; *Os que são só surdos; *Os que são os mudos. Consoante a categoria a que pertenciam, tinham direitos e restrições específicas, nomeadamente, limitações relacionadas com a posse de propriedades e o casamento.. Estas distinções legais refletem um reconhecimento das diferentes necessidades e capacidades dos surdos, influenciando a maneira como eram tratados na sociedade. No contexto de tradução, a abordagem da Lei Hebraica mostra uma tentativa inicial de compreender e legislar de forma diferenciada para os surdos, reconhecendo a importância de adaptar as leis para respeitar as particularidades da comunicação e interação dos surdos.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Os surdos na Grécia 

Os surdos na Grécia

Para os gregos, os surdos não eram seres competentes pois defendiam que o pensamento só se desenvolvia com linguagem e para eles só a fala desenvolvia a linguagem. Desta forma, os surdos não recebiam educação: Aristóteles, em 355 a.C. defendeu que aqueles que nasciam surdos, por não terem linguagem, eram incapazes de raciocinar.. Esta visão influenciou negativamente a percepção e o tratamento dos surdos por séculos, subestimando suas capacidades cognitivas e comunicativas. No contexto da tradução, essa abordagem grega destaca a importância de reconhecer e adaptar diferentes formas de comunicação. A tradução, assim como a educação, deve ser inclusiva e considerar as várias maneiras pelas quais os seres humanos expressam e compreendem ideias, valorizando tanto a linguagem falada quanto a linguagem de sinais.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Os surdos na Roma 

Os surdos na Roma

Os romanos foram muitos influenciados pelos gregos, por isso, a sua posição em relação aos surdos era idêntica. Também viam o surdo como um ser imperfeito e indigno de pertencer a sociedade. Lançavam as crianças surdas, possivelmente, apenas as pobres, ao rio Tibre, ao cuidado das Ninfas. Lucrécio escreveu um poema, na sua obra Natureza das Coisas (cerca de 30 a.C.), dizendo que os surdos não podiam ser instruídos, nem a sua inteligência ensinada. No contexto da tradução, essa visão romana sublinha a importância de reconhecer e adaptar diferentes formas de comunicação e compreensão. Traduzir não é apenas transpor palavras, mas também respeitar e valorizar as diversas maneiras de expressão humana, incluindo a linguagem de sinais e outras formas não-verbais de comunicação. Esta abordagem inclusiva é crucial para garantir que todos os indivíduos, independentemente de suas habilidades auditivas, possam participar plenamente da sociedade.

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História da Educação para Surdos

Antiguidade

 Os surdos na Constantinopla 

Os surdos na Constantinopla

os surdos teriam os mesmos impedimentos legais de Roma, pelo Código Justiniano, que iriam acompanhar os surdos por muitos séculos. Durante o império otomano, o nome da capital do império de Constantinopla volta a mudar para Bizâncio. E o destino dos surdos passou a ser determinado pela vontade do sultão. Na maioria das vezes, os surdos prestavam serviço na corte interior, servindo de pagens às mulheres No contexto de tradução, esta situação ressalta a importância de compreender e adaptar-se às mudanças culturais e legais ao longo do tempo. Traduzir textos de diferentes épocas e regiões requer um entendimento profundo das normas sociais e jurídicas que influenciavam a vida dos indivíduos, incluindo os surdos. Reconhecer essas nuances é essencial para uma tradução fiel que respeite e reflita as realidades históricas e culturais dos textos originais.

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Histórico das Teorias de Tradução

Séc. IX

 A tradição aristotélica ocidental 

Boécio

A tradição aristotélica ocidental

Boécio, um ministro ostrogodo que vivia na Roma pós-invasão bárbara, foi o responsável retraduções dos escritos de Aristóteles para o latim a partir do árabe. Muitos livros de Aristóteles haviam sido perdidos no tempo, e traduzidos para o árabe por Ibn Averroes. A tradição aristotélica ocidental (como a introdução feita por Tomás de Aquino de conceitos aristotélicos na dogmática Cristã) só pôde ser continuada devido ao trabalho de Boécio. Esse processo de tradução não apenas preservou os textos filosóficos de Aristóteles, mas também facilitou a sua integração e desenvolvimento na filosofia e teologia ocidentais. No contexto de tradução, a obra de Boécio exemplifica a importância da tradução como um meio de transmissão e preservação do conhecimento através das culturas e tempos, garantindo que ideias fundamentais possam continuar a influenciar e moldar o pensamento ocidental.

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Histórico das Teorias de Tradução

Séc. IX-XIV

 Tradutores medievais 

Monges cristãos

Tradutores medievais

Os tradutores-monges medievais, precursores das teorias de Cícero e Horácio, foram responsáveis por quase 90% de todas as traduções para e de línguas ocidentais na Europa. Através da tradução para o latim dos Escritos Sagrados Judaicos, conhecida como Vulgata, São Jerônimo permitiu que a dogmática Cristã se estabelecesse no ocidente, dando vigor ao estabelecimento do poder da Igreja. Os esforços desses monges tradutores não só preservaram textos religiosos e filosóficos, mas também facilitaram a transmissão do conhecimento clássico e científico. No contexto de tradução, seu trabalho sublinha a importância da tradução na formação cultural e intelectual da Europa medieval, garantindo que os textos fundamentais fossem acessíveis e compreendidos por um público mais amplo, consolidando assim a base do pensamento ocidental.

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História da Tradução

1400

 Traductio las Noches áticas de Aulo Gelio 

Florença

Leonardo Bruni

Traductio las Noches áticas de Aulo Gelio

Primeira aparição de traductio se dá junto ao verbo traducere numa carta de Bruni datada de 5 de setembro de 1400 Leonardo Bruni, um renomado humanista e tradutor florentino, usou o termo para descrever seu trabalho de tradução das Noches áticas de Aulo Gélio. Esta obra foi fundamental para a disseminação dos conhecimentos clássicos na Renascença. A utilização de traductio por Bruni marcou um momento importante na história da tradução, refletindo a evolução do conceito e da prática de traduzir. No contexto da tradução, a escolha de Bruni de palavras sublinha a crescente valorização do papel do tradutor como um intermediário cultural que não apenas transcreve textos, mas também os adapta e interpreta para novos públicos.

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Educação para Surdos

1401

 A Igreja se interessa pelos surdos 

A Igreja se interessa pelos surdos

Começaram a pesquisar sobre as pessoas surdas, pois famílias nobres com herdeiros em tais condições queriam compreende-los, e a Igreja, com a prática da caridade, visava que as pessoas surdas tivessem comunicação com Deus e soubessem os sacramentos. Esse interesse levou ao desenvolvimento de métodos iniciais de ensino e comunicação para surdos, refletindo a importância de adaptar a linguagem para tornar a fé acessível a todos. No contexto da tradução, esse período marcou o início de esforços sistemáticos para traduzir conceitos religiosos e sacramentais para uma forma de comunicação que os surdos pudessem entender, sublinhando a necessidade contínua de inclusão e acessibilidade na comunicação.

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História da Tradução

1420

 Tratado de interpretatione recta - a tradução “correta” 

Florença

Leonardo Bruni

Tratado de interpretatione recta - a tradução “correta”

Propostas de Bruni sobre a tradução são congruentes com os pensamentos que o Humanismo vai desenvolvendo e exercitando nesse campo.. Em seu Tratado de interpretatione recta, Bruni argumentava que a tradução correta deveria capturar o espírito e o estilo do texto original, indo além da mera tradução literal. Ele enfatizava a importância de compreender o contexto cultural e histórico do texto original para produzir uma tradução que fosse fiel não apenas às palavras, mas também ao significado e intenção do autor. As ideias de Bruni influenciaram significativamente a prática da tradução durante a Renascença, promovendo uma abordagem que valorizava a precisão e a elegância na tradução, refletindo os ideais humanistas de valorização do conhecimento e da expressão artística.

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História da Tradução

Séc. XV

 As relações indiretas entre Europeus e a China 

China

Marinheiros Tradutores

As relações indiretas entre Europeus e a China

Contatos por via indiretas, irregulares, bem reduzidas e ocasionais entre Europeus e a China duram dos séculos II – I a.C. até aos finais do século XV, até ao ano de 1509/Malaca, na fronteira marítima da Ásia Pacífico com o Índico, que faz emergir a Idade de Relacionamento Direto, Regular, Contínuo, havendo necessidades de traduções. Este novo período intensificou as necessidades de traduções para facilitar a comunicação e as trocas comerciais. Marinheiros e intérpretes desempenharam papéis cruciais na tradução de línguas e culturas, permitindo a compreensão mútua e a formação de relações diplomáticas e econômicas. Essas traduções foram fundamentais para superar barreiras linguísticas e culturais, promovendo um intercâmbio mais profundo e contínuo entre a Europa e a China.

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Histórico das Teorias de Tradução

Séc. XV

 O texto traduzido tem por objetivo ser o mais “fiel” possível ao original. 

Autores-tradutores

O texto traduzido tem por objetivo ser o mais “fiel” possível ao original.

A partir do século XV, autores neoclássicos começam a traduzir a tradição literária da Grécia e de Roma para as línguas vernáculas européias. A partir de suas experiências no ofício de tradutores, estes produzem uma série de ensaios, métodos e conselhos para os que desejam traduzir. Devido ao fato de serem respeitados como literatos, esses autores recriam a concepção do ideal tradutório dos targumim, pois, para eles, o texto traduzido tem por objetivo ser o mais “fiel” possível ao original. Essas concepções foram preconizadas, principalmente, por Dante, Goethe, Baudelaire, Mallarmé, Nietzsche, Pound, entre outros, começando no período do Renascimento e passou ao Romantismo (principalmente alemão). enfatizando a importância de preservar a integridade, estilo e intenção do texto original na tradução. Estes esforços ajudaram a estabelecer normas e práticas que valorizam a precisão e a lealdade ao texto fonte, influenciando a teoria e prática da tradução até os dias atuais.

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História da Educação para Surdos

Séc. XV

 Os surdos eram considerados como ineducáveis 

Os surdos eram considerados como ineducáveis

Durante o século XV, os surdos eram amplamente considerados como ineducáveis devido à crença predominante de que a linguagem e o pensamento estavam intrinsecamente ligados à capacidade de ouvir e falar. Esta visão limitou severamente as oportunidades educacionais e sociais para os surdos, relegando-os a uma posição marginalizada na sociedade. No contexto de tradução, essa percepção refletia-se na falta de esforços para desenvolver métodos de comunicação adaptados às necessidades dos surdos. No entanto, alguns pioneiros começaram a questionar essas ideias, lançando as bases para futuras abordagens mais inclusivas na educação de surdos. Esses primeiros esforços sublinharam a importância de encontrar maneiras de traduzir e adaptar a comunicação para incluir todas as pessoas, independentemente de suas capacidades auditivas, preparando o terreno para as futuras revoluções na educação e na tradução.

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História da Tradução

1540

 A maneira de bem traduzir de uma língua para outra 

França

Etienne Dolet (1509-1546)

A maneira de bem traduzir de uma língua para outra

Custou-lhe a vida o seu pensamento sobre os princípios fundamentais para a prática da tradução, intituladas A maneira de bem traduzir de uma língua para outra. Suas propostas enfatizavam a importância de compreender profundamente o texto original, capturar o sentido e o espírito da obra, e evitar traduções literais que pudessem distorcer o significado. Dolet acreditava que o tradutor deveria ter liberdade para adaptar o texto de forma que ele soasse natural na língua de destino. Infelizmente, suas ideias progressistas e sua crítica aberta às autoridades religiosas da época custaram-lhe a vida; ele foi executado em 1546, acusado de heresia. Dolet deixou um legado duradouro na teoria da tradução, promovendo uma abordagem que valoriza a fidelidade ao sentido original e a fluidez do texto traduzido, influenciando gerações futuras de tradutores.

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História da Educação para Surdos

Séc. XVI

 Surgem os primeiros educadores 

Surgem os primeiros educadores

Pedro Ponce Léon (1520-1584) desenvolveu um método de educação de Surdos baseado na datilologia (representação manual das letras do alfabeto), escrita e oralização, e criou uma escola para surdos; - Ensinar os Surdos a falar; - Direito à herança. Seu objetivo era ensinar os surdos a falar e integrá-los na sociedade, permitindo-lhes exercer direitos como o de herança. Ponce de León é considerado um dos primeiros educadores a criar um sistema estruturado para a instrução de surdos, mostrando que, com métodos adequados, os surdos podiam aprender e se comunicar efetivamente. No contexto de tradução, o trabalho de Ponce de León destaca a importância de adaptar a comunicação e a educação às necessidades individuais, sublinhando a necessidade de traduzir não apenas palavras, mas também conceitos e métodos de ensino para tornar a educação acessível a todos.

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Educação para Surdos

Séc. XVI

 Pedro Ponce de León - (1520-1584) 

Pedro Ponce de León - (1520-1584)

Foi considerado o primeiro professor de surdos da história usando como metodologia a datilologia e escrita. Seu foco era o desenvolvimento da oralização e defendia que o surdo era capaz de desenvolver a aprendizagem. Criou uma escola para professores de surdos e para os próprios surdos na Espanha. (Irmãos surdos). Ele ensinava seus alunos a falar, ler e escrever para que eles pudessem garantir suas heranças e, com isso, mostrou que os surdos eram capazes de aprender. Esse monge beneditino conseguiu criar um manual que ensinava escrita e técnicas de oralização, sendo capaz de ensinar surdos a falar diferentes idiomas. A lingua de sinais se originou com a proposta de Ponce de Leon e outras duas PS's, que viviam em um mosteiro e haviam feito voto de silencio, portanto se comunicava somente por sinais. No contexto de tradução, o trabalho de Ponce de León sublinha a importância de desenvolver métodos de ensino adaptados para garantir que a comunicação e a educação sejam acessíveis a todos, independentemente de suas capacidades auditivas.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

Séc. XVI

 Girolamo Cardano - (1501-1576) 

Girolamo Cardano - (1501-1576)

Foi um italiano renascentista, matemático, médico, astrólogo e jogador. Escreveu mais de 200 obras em medicina, matemática, física, filosofia, religião e música. Significativamente na história da educação do surdo ele defendeu que os surdos eram capazes de usar suas mentes. Defendeu a importância de ensiná-los e foi um dos primeiros a afirmar que os surdos pudessem aprender a ler e escrever como falar em primeiro lugar. Ele estava familiarizado com um relatório da Rudolph Agrícola, sobre um surdo-mudo que tinha aprendido a escrever. Teve um filho surdo., o que pode ter influenciado sua perspectiva e dedicação ao tema. No contexto de tradução, suas ideias foram pioneiras ao promover a inclusão dos surdos na educação e na sociedade, enfatizando a necessidade de adaptar métodos de ensino para atender às suas capacidades e potencialidades. Isso sublinha a importância de traduzir e adaptar não apenas textos, mas também métodos educacionais, para garantir que todos tenham acesso ao conhecimento e às ferramentas necessárias para se comunicar e aprender.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1620

 Juan Pablo Bonet - (1573-1633) 

Juan Pablo Bonet - (1573-1633)

Padre espanhol, educador e pioneiro na educação de surdos. Bonet publicou o primeiro livro sobre a educação dos surdos em 1620, em Madrid, com o título Redução das Letras e Arte de Ensinar a Falar os Mudos. Foi educador de Luís Velasco, um surdo, filho de Juan Fernandez Velasco, Condestável de Castela, para quem Bonet era secretário particular. O seu método, ao ensinar surdos, explicava que seria mais fácil ensinar o surdo a ler, se fosse usado um alfabeto manual (datilologia). Um desses alfabetos já existia há cerca de 30 anos. No entanto, apesar do uso do alfabeto manual, Bonet proibia o uso da língua gestual.

No entanto, apesar de utilizar o alfabeto manual, Bonet proibia o uso da língua gestual, acreditando que a oralização era essencial para a integração dos surdos na sociedade. No contexto de tradução, a obra de Bonet destaca a importância de desenvolver e adaptar métodos educacionais para surdos, sublinhando a necessidade de tradução de conceitos e práticas educativas para torná-las acessíveis e eficazes para todos.

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História da Tradução

1680

 Prefácio às Cartas de Ovídio 

Inglaterra

John Dryden (1631- 1700)

Prefácio às Cartas de Ovídio

Três tipos de traduçao: (1) Metáfrase: verter palavra por palavra; (2) Paráfrase: tradução do sentido; (3) Imitação: recriação Dryden destacou que cada método de tradução possui seu próprio valor e aplicação, dependendo do objetivo do tradutor e do público-alvo. A metáfrase é uma tradução literal que mantém a estrutura e as palavras do texto original. A paráfrase busca traduzir o sentido e o espírito do original, permitindo mais liberdade na escolha das palavras e na construção das frases. A imitação vai além da tradução e recria o texto original, adaptando-o ao contexto cultural e estilístico da língua de destino. As reflexões de Dryden sobre a tradução influenciaram profundamente a teoria e a prática tradutória, estabelecendo uma base para debates futuros sobre fidelidade, liberdade e criatividade na tradução.

História da Tradução


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História da Educação para Surdos

Séc. XVII e XX

 Surdos capazes 

Surdos capazes

Surdos não eram considerados como deficientes ou incapazes. Tinham direitos e responsabilidades. Este período marcou uma mudança significativa na percepção social e na educação dos surdos, reconhecendo seus direitos e responsabilidades. Instituições educativas e defensores dos direitos dos surdos trabalharam para desenvolver métodos de ensino e comunicação adaptados, promovendo a inclusão e a participação ativa dos surdos em diversas áreas da vida. No contexto de tradução, essa evolução sublinha a importância de adaptar a comunicação para ser acessível a todos, valorizando a capacidade dos surdos de usar suas habilidades cognitivas e linguísticas de forma eficaz. A tradução de materiais educacionais e informativos para a língua de sinais e outros formatos acessíveis tornou-se essencial para garantir que os surdos tivessem igualdade de oportunidades em educação e na vida cotidiana.

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História da Educação para Surdos

Séc. XVII e XX

 Época de ouro 

Época de ouro

Abade L´Epée criou a primeira escola pública para surdos. - Considerou os Surdos como humanos; - Através do Abade, houve a difusão da Língua Gestual Francesa para outros países. No contexto de tradução, o trabalho do Abade de l Épée sublinha a importância de reconhecer e adaptar diferentes formas de comunicação para garantir a inclusão. A difusão da LSF influenciou a criação de outras línguas de sinais ao redor do mundo, destacando a necessidade de traduzir conceitos educativos para formatos acessíveis, promovendo a igualdade de oportunidades e a plena participação dos surdos na sociedade.

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História da Educação para Surdos

Séc. XVII

 O inventor da arte de ensinar os Surdos a falar 

O inventor da arte de ensinar os Surdos a falar

Juan Pablo Bonet publicou o livro como “o inventor da arte de ensinar os Surdos a falar” por meio de alfabeto manual, da escrita e da língua gestual, ensinava a leitura ao surdo, e através da manipulação dos orgãos articulatórios, ensinava-os a falar. Seu trabalho foi pioneiro na educação de surdos, estabelecendo técnicas que permitiram a esses indivíduos aprenderem a se comunicar de forma mais completa e eficaz. No contexto de tradução, o método de Bonet sublinha a importância de adaptar a comunicação e a educação para atender às necessidades dos surdos. Suas inovações influenciaram a prática da tradução de conceitos educacionais e comunicativos para formatos acessíveis, promovendo uma abordagem inclusiva e adaptativa que reconhece a capacidade dos surdos de aprender e interagir.

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Educação para Surdos

1715

 Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780) 

Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780)

Foi educador de surdos, francês, que embora usasse gestos, defendia que os surdos deveriam ser oralizados. Nascido nas Berlengas no seio de uma família judia com raízes em Chacim, Macedo de Cavaleiros, emigrou ainda criança para Bordeaux levado pelos pais, Magalhães Rodrigues Pereira e Abigail Ribea Rodrigues, que tentavam escapar à Inquisição. Tinha uma irmã surda. Para se comunicar com ela, ele criou gestos para números e pontuação. Foi em França que desenvolveu o seu trabalho com surdos. Usava o alfabeto manual para o ensino da fala. Nunca publicou seus estudos, sendo que apenas se conhecem os seus métodos devido ao testemunho de alguns de seus alunos e alguns documentos que a família conseguiu preservar - esses métodos consistiam na crença de que a configuração da mão designava a posição e o movimentos dos órgãos de fala aquando da produção do som, além das letras usadas na escrita para representar o som. Modificou o alfabeto manual de Juan Pablo Bonet, fazendo corresponder a cada gesto, um som. Embora toda a vida tenha defendido que a fala era necessária ao surdo, nos últimos anos aceitou a ideia de que a língua Gestual era a melhor forma de comunicação entre surdos. No contexto de tradução, o trabalho de Pereira destaca a necessidade de adaptar métodos educacionais e comunicativos para atender às necessidades dos surdos, promovendo uma abordagem inclusiva que valoriza tanto a oralização quanto a língua gestual.

Educação para Surdos


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Histórico das Teorias de Tradução

1790

 Primeiro ensaio exclusivamente sobre Tradução 

Alexander Fraser Tytler (1747–1813)

Primeiro ensaio exclusivamente sobre Tradução

No final do século XVIII, o jurista inglês Tytler escrever o primeiro ensaio exclusivamente sobre a questão da tradução, no qual elenca os princípios tradutórios, baseados em sua experiência como tradutor literário. Ele estabeleceu três regras fundamentais para uma boa tradução: (1) a tradução deve reproduzir o sentido completo do texto original; (2) o estilo e a forma da tradução devem ser os mesmos do original; e (3) a tradução deve possuir toda a fluência do texto original. O trabalho de Tytler foi pioneiro ao sistematizar os critérios para avaliar a qualidade de uma tradução, influenciando profundamente as teorias e práticas tradutórias subsequentes. No contexto de tradução, seu ensaio sublinha a importância de manter a fidelidade ao original, enquanto se adapta o texto para que ele soe natural e fluente na língua de chegada.

Histórico das Teorias de Tradução


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História da Educação para Surdos

Antes do Séc. XIX

 Professores surdos 

Professores surdos

Antes do séc. XIX a educação do surdo era feita por meio da Língua de Sinais com professores surdos. Esses educadores surdos utilizavam sua própria experiência e conhecimento da língua gestual para ensinar e comunicar com seus alunos. A utilização da Língua de Sinais permitia uma comunicação eficaz e natural, facilitando a aprendizagem e a interação social dos surdos. No contexto de tradução, essa prática evidencia a importância de adaptar os métodos de ensino e comunicação às necessidades dos alunos surdos. A tradução de conceitos educativos para a Língua de Sinais ajudou a estabelecer uma base sólida para a educação de surdos, promovendo a inclusão e o reconhecimento da capacidade dos surdos de aprender e ensinar.

História da Educação para Surdos


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Educação para Surdos

Séc. XVIII

 Charles-Michel de L’Epée - (1712-1789) - LSF 

Charles-Michel de L’Epée - (1712-1789) - LSF

O Abade é conhecido como "Pai dos Surdos", defendeu o uso da língua de sinais em detrimento do oralismo. O clérigo francês utilizou seu patrimônio para integrar à sociedade pessoas com deficiência auditiva. Ele é reconhecido como “benfeitor da humanidade” pela Assembleia Nacional francesa. Desenvolveu, como pedagogo e logopedista, um método sistemático para ensinar pessoas com deficiência auditiva e um alfabeto manual, dando-lhe o nome de Língua de Sinais Francesa, que foi adaptado para a Língua de Sinais Americana décadas depois de sua morte. O verdadeiro avanço do clérigo na educação de surdos foi sua afirmação de que as pessoas surdas devem aprender visualmente o que os outros adquirem ao escutar, e seu método de ensino estabeleceu as bases para a educação sistemática de surdos. a escola de l’Épée foi assumida formalmente pelo Governo francês em 1791, e permanece aberta hoje com o nome do Institut National de Jeunes Sourds de Paris.

No contexto de tradução, o trabalho de L’Epée sublinha a importância de adaptar a comunicação e a educação para serem acessíveis aos surdos, promovendo uma abordagem inclusiva que reconhece a validade e a eficácia da língua de sinais como meio de instrução e integração social.

Educação para Surdos


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História da Tradução

1813

 Os princípios da tradução 

Alemanha

Friedrich Schleiermacher (1768-1834)

Os princípios da tradução

Discutiu duas possibilidades em relação à tradução: ou o tradutor deixa o autor em paz e leva o leitor até ele ou o tradutor deixa o leitor em paz e leva o autor até ele. Ele apresentou duas possibilidades em relação à tradução: ou o tradutor deixa o autor em paz e leva o leitor até ele, ou o tradutor deixa o leitor em paz e leva o autor até ele. A primeira abordagem, conhecida como "domesticação", adapta o texto estrangeiro para que soe familiar ao leitor da língua de chegada. A segunda abordagem, conhecida como "estrangeirização", preserva os elementos culturais e linguísticos do texto original, exigindo que o leitor se ajuste ao texto. Schleiermacher argumentou que a estrangeirização era preferível, pois respeitava a integridade do texto original e enriquecia a cultura da língua de chegada. No contexto de tradução, suas ideias influenciaram profundamente as teorias e práticas tradutórias subsequentes, enfatizando a importância de escolhas conscientes que considerem tanto a fidelidade ao texto original quanto a experiência do leitor.

História da Tradução


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História da Tradução

1813

 Ensaio sobre os diferentes métodos de tradução 

Alemanha

Friedrich Schleiermacher (1768-1834)

Ensaio sobre os diferentes métodos de tradução

Discutiu duas possibilidades em relação à tradução: ou o tradutor deixa o autor em paz e leva o leitor até ele ou o tradutor deixa o leitor em paz e leva o autor até ele. Ele apresentou duas possibilidades em relação à tradução: ou o tradutor deixa o autor em paz e leva o leitor até ele, ou o tradutor deixa o leitor em paz e leva o autor até ele. A primeira abordagem, conhecida como "estrangeirização", preserva os elementos culturais e linguísticos do texto original, exigindo que o leitor se ajuste ao texto. A segunda abordagem, conhecida como "domesticação", adapta o texto estrangeiro para que soe familiar ao leitor da língua de chegada. Schleiermacher argumentou que a estrangeirização era preferível, pois respeitava a integridade do texto original e enriquecia a cultura da língua de chegada. No contexto de tradução, suas ideias influenciaram profundamente as teorias e práticas tradutórias subsequentes, enfatizando a importância de escolhas conscientes que considerem tanto a fidelidade ao texto original quanto a experiência do leitor.

História da Tradução


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Histórico das Teorias de Tradução

1813

 A história do Brasil é uma história de traduções e de mudanças lingüística 

Brasil

Pedro Álvares Cabral / Descobrimento do Brasil

A história do Brasil é uma história de traduções e de mudanças lingüística

Carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei Manuel I, o primeiro documento oficial sobre o Brasil, narra sobre o descobrimento de novas terras, inclusive registrando um ato de tradução: “descreve como os portugueses e os “índios” tentavam se comunicar por meio de gestos e como um membro da frota de Cabral, Afonso Ribeiro, foi deixado com os índios para aprender sua língua e, a partir de então, servir como intérprete nas interações. Esse episódio inicial é emblemático da contínua história de traduções e mudanças linguísticas no Brasil, desde a chegada dos colonizadores até os dias atuais. A tradução desempenhou um papel crucial na construção do entendimento e das relações entre diferentes culturas, moldando a identidade linguística e cultural do país. No contexto de tradução, a história do Brasil ilustra a importância da mediação linguística e cultural para a formação de uma nação diversificada e multilíngue.

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Educação para Surdos

1817

 Thomas Hopkins Gallaudet - (1787-1851) 

Thomas Hopkins Gallaudet - (1787-1851)

Há uma lenda, que em 1814, Thomas visitou sua família em Hartford, Connecticut. Observando pela janela, percebeu que seus irmãos e irmãs não brincavam com outra criança. Ao sair para verificar, descobriu que a jovem, Alice Cogswell, era surda. Sem conhecera linguagem de sinais, Thomas ao tentar se comunicar com Alice, apontou para seu chapéu e escreveu HAT no chão. Ela o entendeu e ele foi inspirado a ensiná-la mais. Thomas e Laurent Clerc fundaram a Escola Americana para Surdos em 1817., hoje conhecida como Universidade Gallaudet nos Estados Unidos. Ele utilizou o método do oralismo, que se tornou o mais utilizado nas próximas décadas. Laurent Clerc se tornou o primeiro professor surdo de alunos surdos nos Estados Unidos. No contexto de tradução, a colaboração entre Gallaudet e Clerc destaca a importância de adaptar métodos educacionais para a comunicação com surdos, reconhecendo o valor da língua de sinais e do ensino visual. A fundação da Escola Americana para Surdos marcou um avanço significativo na educação de surdos, estabelecendo um modelo que valorizava tanto a oralização quanto a língua de sinais, promovendo uma abordagem inclusiva e eficaz.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1855

 Ernest Huet – O Homem Que “Inventou” a Libras - (1822-1896) - LIBRAS 

Ernest Huet – O Homem Que “Inventou” a Libras - (1822-1896) - LIBRAS

Ernest Huet, chamado também de Eduard Huet, tem uma imensa importância para a comunidade surda brasileira e para a história da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Nascido em 1822, em Paris, Ernest Huet pertencia a uma família da nobreza na França. Por esse motivo, ele sempre teve acesso à melhor educação da época. Ainda adolescente, Huet falava português e alemão (além do francês). Com a idade de apenas 12 anos, Ernest teve sarampo e, devido a essa enfermidade, acabou ficando surdo. Mesmo depois de apresentar surdez, ele conseguiu aprender espanhol e começou a estudar no Instituto Nacional de Surdos de Paris. Após muitos anos de comprometimento com os estudos, Huet conquistou a formação de professor. Depois disso, enquanto atuava na França, ele recebeu o cargo de diretor do Instituto de Surdos de Bourges. Em 1851, o professor Ernest Huet se casou com a alemã Catalina Brodeke. Pelo fato de ser membro da nobreza francesa, Huet tinha o título de Conde. Por esse motivo e devido ao notável trabalho na área de educação de surdos, em 1855 Huet mudou-se para a Corte de Portugal no Brasil. A mudança de Huet, acompanhado de sua esposa Catalina, aconteceu graças a um convite feito pelo Imperador Dom Pedro II. O objetivo do Imperador consistia em fundar um instituto que atendesse as pessoas surdas no Brasil. Outro dos objetivos do imperador era que Huet, por ter imensa experiência nessa área, aceitasse estar à frente dessa importante instituição.

Huet adaptou e desenvolveu a Língua Brasileira de Sinais (Libras), baseando-se na Língua de Sinais Francesa (LSF). Sua contribuição foi fundamental para a criação de um sistema de comunicação que permitisse aos surdos brasileiros se integrarem melhor na sociedade. No contexto de tradução, o trabalho de Huet sublinha a importância de adaptar e desenvolver sistemas de comunicação inclusivos, garantindo que a educação e a interação social sejam acessíveis a todos. A Libras se tornou um elemento central na identidade e na cultura dos surdos no Brasil, destacando a relevância contínua da tradução e adaptação de métodos de ensino e comunicação.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1857

 Imperial Instituto Nacional de Surdos-Mudos 

Imperial Instituto Nacional de Surdos-Mudos

Após a mudança de Ernest Huet para o Brasil, mais precisamente para a cidade do Rio de Janeiro, ele dedicou-se ainda mais aos estudos. Em grande parte, devido à dedicação de Huet, em 1857, no dia 26 de setembro, foi fundado na cidade do Rio de Janeiro, o Imperial Instituto Nacional de Surdos-Mudos. A maior incumbência de Ernest Huet era ensinar e aplicar a metodologia para a educação de surdos que era adotada na Europa, sobretudo na França. Nos primeiros anos, o instituto atendia apenas meninos. No entanto, com o passar do tempo, as meninas também passaram a ser atendidas. Atualmente, a escola fundada por Huet tem o nome de Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES. Este instituto se tornou uma referência na educação de surdos no Brasil, e a metodologia de Huet, baseada na Língua Brasileira de Sinais (Libras), foi fundamental para o desenvolvimento e a integração social dos surdos no país. O trabalho de Huet exemplifica a importância de adaptar métodos educativos internacionais ao contexto local, promovendo a inclusão e a acessibilidade.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1875

 Flausino José da Costa Gama, surdo “repetidor” 

Flausino José da Costa Gama, surdo “repetidor”

Figura importante para a constituição da língua brasileira de sinais por intermédio de sua produção: a Iconographia dos Signaes dos Surdos-Mudos. Foi o primeiro livro publicado no Brasil, de autoria do ex-aluno do INES Flausino José da Gama. Primeira pesquisa sobre os sinais mais usados pela comunidade surda do Rio de Janeiro. A contribuição de Flausino José da Costa Gama foi fundamental para a consolidação e o reconhecimento da linguagem de sinais como um meio de comunicação legítimo e eficaz para os surdos no Brasil.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1880

 Congresso de Milão 

Congresso de Milão

De 6 até 11 de setembro de 1880, ocorreu um congresso internacional de educadores surdos na cidade de Milão, Itália. Neste congresso, foi feita uma votação proibindo oficialmente a língua dos sinais na educação de surdos. O resultado do Congresso foram oito resoluções que garantiam a hegemonia do oralismo: A primeira resolução atestava a superioridade da articulação, declarando ser esta a melhor forma de reinserção das pessoas surdas à sociedade e ser o método oral o melhor na educação de pessoas surdas. Este evento teve um impacto significativo e duradouro sobre a educação de surdos, promovendo o uso exclusivo da fala e da leitura labial em detrimento da língua de sinais.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

1880

 ORALISMO 

No Brasil fundamentou-se no interesse político (voto de capaz).

ORALISMO

No Congresso de Milão os surdos são “preguiçosos” para falar, preferindo a usar a língua de sinais. O Alexander Graham Bell teve grande influência neste congresso que foi organizado, patrocinado e conduzido por muitos especialistas ouvintes na área de surdez, todos defensores do oralismo puro. Na ocasião de votação na assembléia geral realizada no congresso todos os professores surdos foram negados o direito de votar e excluídos, dos 164 representantes presentes ouvintes, apenas 5 dos Estados Unidos votaram contra o oralismo puro. Em 1871, Alexander Graham Bell mudou-se para os Estados Unidos da América. Em 1872, na cidade de Boston, estado de Massachusetts Graham Bell abriu uma escola para alunos com dificuldades auditivas. Utilizava o método de pronuncia desenvolvido por seu pai em suas aulas aos surdos, chamado de "fala visível", no qual são utilizados os lábios, a língua e a garganta na articulação do som. A decisão do Congresso de Milão teve consequências duradouras e significativas para a educação de surdos em todo o mundo. A imposição do oralismo levou ao fechamento de muitas escolas que usavam a língua de sinais e à marginalização de professores surdos. Essa abordagem permaneceu dominante por muitas décadas, apesar da resistência e dos protestos da comunidade surda. No entanto, com o tempo, a eficácia da educação exclusivamente oral foi questionada, e muitos educadores e defensores dos direitos dos surdos começaram a lutar pela reintrodução e valorização das línguas de sinais nos programas educacionais. Nos anos posteriores, houve um movimento crescente para reconhecer e celebrar a cultura surda e a língua de sinais, resultando em uma reavaliação das práticas educativas e na promoção de uma abordagem bilíngue-bicultural, que respeita e integra tanto a língua de sinais quanto a língua falada.

Educação para Surdos


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História da Tradução

1959

 Artigo “On linguistic aspects of translation” [Os aspectos lingüísticos da tradução] 

Rússia

Roman Jakobson (1896 - 1982)

Artigo “On linguistic aspects of translation” [Os aspectos lingüísticos da tradução]

Estabeleceu a distinção entre os três tipos possíveis de tradução, lembrando, tradução intra-lingual, tradução interlingual e tradução intersemiótica. Roman Jakobson, um dos mais influentes linguistas do século XX, publicou em 1959 o artigo "On linguistic aspects of translation" [Os aspectos linguísticos da tradução], no qual estabeleceu a distinção entre três tipos possíveis de tradução: Tradução intralingual: Tradução dentro da mesma língua, que envolve a reformulação ou parafraseamento de uma mensagem. Tradução interlingual: Tradução entre duas línguas diferentes, que é o tipo mais comum e conhecido de tradução. Tradução intersemiótica: Tradução entre sistemas de signos diferentes, por exemplo, a tradução de uma mensagem verbal para uma forma não verbal, como um filme ou uma pintura. Jakobson argumentou que a tradução não é simplesmente uma questão de substituir palavras de uma língua por palavras equivalentes em outra língua, mas envolve uma complexa operação de interpretação e reformulação que deve levar em conta as diferenças estruturais e culturais entre as línguas e os sistemas de signos envolvidos. Sua classificação teve um impacto significativo nos estudos de tradução e continua a ser uma referência fundamental na teoria da tradução.

História da Tradução


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Educação para Surdos

1960

 William C. Stokoe, Jr. (1919 - 2000) 

William C. Stokoe, Jr. (1919 - 2000)

Foi amplamente reconhecido, nacional e internacionalmente, como o criador do estudo linguístico das línguas de sinais dos surdos. Ele nasceu em Lancaster, New Hampshire e passou a maior parte de sua infância na zona rural do Estado de Nova York, perto de Rochester. Ele recebeu bacharelado e doutorado. graduou-se em inglês pela Cornell University na década de 1940, e depois ensinou inglês no Wells College em Aurora, Nova York, antes de se mudar para Washington, DC em 1955 para ensinar inglês a alunos surdos na Gallaudet University (então Gallaudet College). Em 1960, Stokoe publicou "Sign Language Structure: An Outline of the Visual Communication Systems of the American Deaf," uma obra pioneira que estabeleceu a língua de sinais americana (ASL) como uma língua natural com sua própria gramática e sintaxe, desafiando a visão predominante de que a ASL era apenas um conjunto de gestos sem estrutura linguística. Este trabalho foi fundamental para o reconhecimento e valorização das línguas de sinais como línguas legítimas e complexas, comparáveis às línguas faladas.

Educação para Surdos


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Educação para Surdos

Década de 1980

 BILINGUISMO 

BILINGUISMO

O Bilinguismo, como proposta para a educação de surdos, surgiu na década de 80. Esta linha teórica defende que o aprendizado da Língua sinalizada deve preceder o da Língua oral, utilizada na comunidade a qual o surdo pertence. Nesta proposta entende-se a Língua sinalizada como materna para o sujeito surdo, devido suas características, por primazia visual, que compensam eficazmente a falta de comunicação, situação imposta pela deficiência auditiva. A Língua sinalizada é reconhecida como L1, ou primeira Língua. Por serem as principais características das Línguas oficiais, que são utilizadas pela grande maioria nas comunidades, orais e auditivas, são entendidas nesta proposta como segunda língua para o sujeito surdo, ou L2. Este enfoque promove uma abordagem educacional que valoriza a identidade e a cultura surda, reconhecendo a importância de uma comunicação eficiente e inclusiva desde os primeiros anos de vida.

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Legislação para Surdos

1991

 Minas Gerais 

Minas Gerais

Fica reconhecida oficialmente, pelo Estado de Minas Gerais, a linguagem gestual codificada na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - e outros recursos de expressão a ela associados, como meio de comunicação objetiva e de uso corrente. Os Poderes do Estado, o Ministério Público e o Tribunal de Contas assegurarão o uso e a difusão da Libras nas produções audiovisuais realizadas por seus órgãos e entidades. (Redação dada pela Lei nº 20828/2013) Parágrafo único. O Estado qualificará servidores públicos estaduais para o atendimento ao disposto no caput. (Redação acrescida pela Lei nº 21964/2016) Fica a Libras incluída no currículo da rede pública estadual de ensino, estendendo-se aos cursos de magistério e formação superior nas áreas de ciências humanas, médicas e educacionais e às instituições que atendem ao aluno com deficiência auditiva. (Redação dada pela Lei nº 20828/2013) Em 1991, Minas Gerais tornou-se pioneiro no reconhecimento oficial da LIBRAS, marcando um avanço significativo na inclusão social e educacional de pessoas surdas. A legislação estadual não apenas reconheceu a língua de sinais como meio de comunicação oficial, mas também estabeleceu a obrigação de promover a sua difusão e uso nos setores públicos, garantindo que os servidores fossem capacitados para tal. Este marco legal também impulsionou a inclusão de LIBRAS nos currículos educacionais, refletindo um compromisso com a acessibilidade e a igualdade de oportunidades para a comunidade surda.

Legislação para Surdos


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Legislação para Surdos

1991

 Lei 10.436/2002 - Brasil 

Lei 10.436/2002 - Brasil

No Governo de Fernando Henrique Cardoso a Libras é Lei no Brasil - Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. No contexto da tradução, a Lei 10.436/2002 representou um marco importante, pois reconheceu a Libras como uma língua legítima e não apenas um conjunto de gestos simplificados. Isso implica que a tradução para Libras deve ser tratada com o mesmo nível de respeito e profissionalismo que a tradução para qualquer outra língua oficial. A lei também abriu caminho para a profissionalização dos intérpretes de Libras e para a inclusão da língua nos mais diversos contextos, como na educação, na comunicação governamental, nos serviços de saúde, entre outros. A partir desse reconhecimento legal, houve um aumento significativo na demanda por serviços de tradução e interpretação em Libras, destacando a importância de garantir a acessibilidade linguística para a comunidade surda no Brasil.

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História da Tradução

1995

 “Tradução estrangeirizadora” “Tradução domesticadora” 

Estados Unidos

Lawrence Venuti

“Tradução estrangeirizadora” “Tradução domesticadora”

Empregou, na avaliação das traduções, as expressões “tradução estrangeirizadora” “tradução domesticadora”, de clara inspiração schleiermacheriana, para avaliar diferentes abordagens na tradução. Esses termos foram claramente inspirados pela teoria de Schleiermacher, um filósofo e tradutor alemão do século XIX. A "tradução estrangeirizadora" busca manter a estranheza do texto original, preservando elementos culturais e linguísticos que podem parecer estranhos ao leitor da língua de chegada. Já a "tradução domesticadora" busca suavizar essas diferenças, tornando o texto mais familiar e acessível ao público-alvo, muitas vezes adaptando-o aos padrões culturais e linguísticos da língua de chegada. Esses conceitos são fundamentais para entender as diferentes abordagens e dilemas éticos enfrentados pelos tradutores.

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Educação para Surdos

Séc. XXI

 COMUNICAÇÃO TOTAL 

COMUNICAÇÃO TOTAL

Diante dos fracassos da abordagem da filosofia oralista surge um novo momento na história da educação de surdos, surge uma nova filosofia a chamada comunicação total. Essa abordagem advogava o uso de todos os meios que possam facilitar a comunicação que não seja apenas a língua oral, mas também os sinais e alguns sistemas artificiais desenvolvidos com o objetivo de ensinar a leitura e escrita para estudantes surdos. Esses sistemas artificiais também são chamados de códigos manuais, os códigos manuais são muito parecidos com os sinais metódicos criados por l'Epée e eles tem a finalidade de tornar a língua falada mais discernível ao surdo. No contexto da tradução, a filosofia da Comunicação Total também levanta questões interessantes. A abordagem da Comunicação Total sugere que a tradução não se limite apenas à transposição de palavras de uma língua para outra, mas também leve em consideração todos os recursos disponíveis para facilitar a compreensão entre diferentes línguas e culturas. Isso inclui não apenas a tradução literal, mas também a adaptação cultural e a utilização de recursos visuais, gestuais e outros elementos que possam enriquecer a comunicação entre surdos e ouvintes. Dessa forma, a tradução na perspectiva da Comunicação Total busca não apenas tornar a língua falada mais discernível para os surdos, mas também promover uma comunicação mais eficaz e inclusiva entre pessoas de diferentes línguas e culturas.

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Legislação para Surdos

Séc. XXI

 Decreto Nº 5.626 - Brasil 

Decreto Nº 5.626 - Brasil

Art. 3º A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais da educação para o exercício do magistério. § 2º A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste Decreto.

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